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Call para as paredes!

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

Call para as paredes!

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

29
Mai15

A ó menina estava a ver o sr Isaltino emocionado com aquilo de estar preso e ficou preocupada


É que a ó menina foi bloguer cerca de 6 anos noutra plataforma, com outro personagem e nunca tinha sido ameaçada com cadeia ou despedimento.

De onde? Perguntam vocês. Pois não sei mas esta pessoa (que tem um blog com uma imagem de gosto muito duvidoso e infantil, nem uma adolescente escolheria aquilo, valha-nos o Senhor!) diz que o meu blog com o qual não me preocupo vai potenciar isso, através da sua opinião que é muuuuiito relevante.

Passo a explicar:

isto dos blogs do Sapo tem um rapaz que faz clipping do que se vai fazendo na plataforma e destaca coisas de que gosta, no' blog dos blogs'. É o 'Pedro dos blogs'. Então, o 'Pedro dos blogs' destacou, ontem, um post deste blog. Um post do qual já me tinha esquecido

Posto isto, a tal pessoa que se diz jornalista (Deus queira que a crise não tenha acabado com todos os Editores desta vida! Leiam um pouco do blog e os comentários da pessoa e perceberão as minhas preces), a tal pessoa desata a acusar a ó menina de estar a divulgar dados pessoais dos seus clientes.

Onde? Perguntam vocês. Pois, não sei. Aliás, nem a pessoa sabe porque depois de ter lido aquilo bem, aquela coisa da lei, sabem? Percebeu que afinal não era assim. Mas, continua a ameaçar-me porque como qualquer pessoa com idade mental para escolher aquele tipo de imagem tem birras e diz que vai referenciar o meu blog, sem a minha autorização, num artigo de uma revista dizendo que a ó menina prejudica a empresa onde supostamente trabalha porque tal como 99,9% dos portugueses faz umas piadinhas com os erros de linguagem dos seus comuns. 

Isto porque a pessoa assume preconceituosamente que só as pessoas simples e sem acesso a educação cometem esses erros e não devem ser comentados (a senhora Jonet chama-lhes pobrezinhos, na mesma linha de pensamento).

 

 

( Viva, Charlie!) 

 

Todos os erros aqui descritos podem ser cometidos por qualquer pessoa e com qualquer formação académica, (é só ligar a TV e ouvir os políticos) e todas as histórias relatadas podem ser ouvidas aos nossos amigos ou vindas da mesa ao lado num qualquer café, em qualquer zona do país, contadas por jovens e menos jovens que atendem não só clientes de operadoras portuguesas como estrangeiras.

A ó menina é um personagem criado por alguém que escreve ficção e que, tendo em conta a realidade laboral actual, quis experimentar criar o diário de alguém que a vive.

São usados algum empirismo, adquirido nas curvas desta vida e muitos relatos de amigos.

Há alguns anos era muito comum ouvir falar dos licenciados nas caixas dos supermercados e surgiu, em França, o blog Les tribulations d'une cassière que foi adaptado a livro, filme, banda desenhada...agora, os licenciados ou estudantes do ensino superior estão nos call centers. A ideia, que não explorei muito, não é original e nem sequer tem as melhores histórias, as melhores encontro-as aqui contadas na primeira pessoa e não lhes noto nada de 'ilegal' ou pouco ético. (Espero que a tal pessoa e seu Editor não me venham copiar isto para o tal artigo, são pessoas informadas já sabiam isto tudo, certamente!).

Enfim, como vêem estou entalado  entalada, digo, e muito preocupada.

Pessoas, que agem no impulso como tendo descoberto a pólvora ou a controvérsia da temporada, assustam-me! ( Nem quero imaginar o que será, quando o Editor da tal pessoa for confrontado com um artigo, tão sexta-feira passada)

 

É que se aquilo foi mau para o sr Isaltino que sabia fazer aguardente, imaginem para mim. O que é que eu faria se fosse presa? 

- Inventavas uma menina que trabalha num call center.

- Hum ?!? Mas, que raio de ideia. Isso já eu fiz!

 

 

ps. não tenho muito tempo a perder nestas quezílias blogosféricas, para estar à espera de respostas ou comentários de quem provoca e depois 'modera' os comentários ou para responder a comentários noutros blogs de quem, claramente, não leu o meu.

Acho isto tão pouco importante que nunca tinha perdido tanto tempo com um post, dou o assunto por encerrado, lamentando a 'pobreza' de alguns elementos da classe jornalística.

Obrigado, Pedro pela trabalheira em que me meteste!

 

 

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