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Call para as paredes!

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

Call para as paredes!

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

19
Jun15

E ainda esperam que alguém pague para ler jornais...


Se passam por aqui de forma mais ou menos assídua recordam-se certamente disto. Uma chatice que a ó menina teve que driblar porque uma 'jornalista' ameaçava denunciar qualquer coisa sem fundamento. Mais tarde e no post que fez no seu blog acerca do meu, que estava até então em sossego, esclareceu que na sua profissão escrevia 'artigos' encomendados pelas marcas a troco de brindes. E diz que sim, que é uma coisa muito bem feita e que a deixa feliz. Não duvido mas, não aceito que o compreenda como jornalismo.

 

Entretanto, surgiu recentemente um grupo com o nome de 'Jornalismo pago à peça', cujo blog foi removido. Propunham-se denunciar casos em que o jornalismo se colocava ao serviço de interesses económicos. Do que tive acesso limitou-se a realizar denuncias acerca do trabalho de uma jornalista, ligada à área da saúde e indústria farmacêutica, quer fosse verdade ou mentira a criação desse grupo é um exemplo daquilo a que o jornalismo chegou.

 

Já esta semana,  vários órgãos de comunicação social descobriram os Call Centers. Referiram-se a eles, maioritariamente, pela percentagem elevada de empregabilidade. O 'Dinheiro Vivo' decidiu referir-se a eles como um 'paraíso' com remunerações médias de 730 euros, formações de 60 dias e elevada possibilidade de progressão na carreira...fazendo de caminho publicidade a uma seguradora através da referencia a uma minha colega, a Marta da OK Telesseguros e permitindo a empresas de trabalho temporário que trabalham para grandes grupos económicos em regime de outsourcing publicitar condições que não concedem, de facto, aos seus trabalhadores sem que as mesmas fossem alvo de qualquer escrutinio. (já trabalhei para uma delas!)

 

Em que é que um caso se liga ao outro e sucessivamente? 

A falta de princípios é a mesma, independentemente da escala do 'negócio' ou 'jornalista'.

 

Obrigada, pelo seu contacto!

 

 

 

 

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