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Call para as paredes!

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

Call para as paredes!

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

09
Abr16

Eu atendo toda a gente


 

- Ó menina, estou a ligar para fazer uma reclamação. Sabe, eu, no outro dia fui à loja da vossa empresa e fiquei muito chateado pela forma como me atenderam

- Lamento. Pode descrever o que aconteceu, por favor?

- Eu fui à loja e estava lá um rapaz e ele sorriu para mim e eu não gostei! Antes estavam lá umas meninas e elas eram muito simpáticas para mim e eu gostava de passar lá, só para falar com elas mas, agora está lá um rapaz...

- Nós temos uma equipa variada, sempre disponível para o ajudar e esperamos dos colaboradores que sejam simpáticos com os clientes. O que é que o incomodou ao certo?

- Ele riu-se para mim e eu não gostei. Eu não sou desses!

(...)

Esta semana lembrei-me deste cliente quando li a notícia de que no Mississípi, esse estado dessa grande nação democrática e crente no senhor que é a América, foi aprovada uma  lei que permite aos proprietários de estabelecimentos comerciais e funcionários públicos recusar atender casais homossexuais . Esta notícia recordou-me este cliente porque, tal como existem funcionários e proprietários estúpidos também há clientes bastante estúpidos e eu nem esses recuso atender. Enfim...

 

 

Obrigada, pelo seu contacto!

 

 

 

 

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