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Ó Menina

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

Ó Menina

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

A Ó Menina também espera pelo fim deste embaraço

ó menina, 06.05.19

 

A Ó Menina deseja que este embaraço entre professores e governo acabe o quanto antes. Só assim toda uma geração privilegiada onde uma elite que teve acesso ao ensino superior se arrasta, agora, de atestado médico em atestado médico, de baixa psiquiátrica em baixa psiquiátrica beneficiando da imagem degradada que criou para a sua própria profissão, larga o osso. Isto é, só com uma decisão definitiva os alunos deixam de ser prejudicados com perda de aulas e sucessivas substituições de professores do quadro que estão à espera de mais este pulinho para solicitar a reforma. Mais ainda, só assim as centenas e centenas de Ó Meninos, jovens melhor preparados do que os senhores actualmente no quadro, que já passaram por várias experiências profissionais preferindo o ordenado certo do Call Center e a proximidade da família à incerteza da profissão de professor que a maioria já exerceu e à qual estão ansiosos por voltar, só assim estes Ó Meninos, uma geração homogenea melhor preparada num sistema de ensino superior mais democratizado terá uma oportunidade.

 

Obviamente que nada disto é para generalizar. Há bons e maus profissionais em todo o lado.

 

 

 

 

8 comentários

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    ó menina 06.05.2019

    Ainda bem que não sou a única que pensa assim.
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    Luis 19.05.2019

    Cada classe tira partido da força e vantagens que tem para conseguir os seus objectivos

    Os professores são muitos e muito activos nas redes sociais. Abrir a boca discordante, e está-se sujeito a levar em cima com uma barragem mais ou menos ofensiva.

    Depois muitos de nós temos que lidar com professores. Quem quer arranjar polémicas com o professor do filho?

    Do mesmo modo que não me atrevo a apresentar uma reclamação do médico que amanhã me vai tratar. Por pior que ele seja.
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    ó menina 19.05.2019

    Como não?!
    Não consigo pensar assim, lamento ou não sei lá.
    Nos últimos dois anos estive mais vezes sob ameaça ou clima de despedimento do que no resto da minha vida porque não consigo ficar calada e olhe que com o pouco que ganho e com a instabilidade que tenho é difícil colocar a dignidade à frente da sobrevivência mas não abdico dela.
    Também tive que lidar com a indignação dos amigos professores que não denunciam os colegas porque esperam um dia ser como eles já que sou incapaz de esconder das pessoas com quem lido o que penso por achar que isso as vai ofender, antes pelo contrário, acredito que me merecem esse respeito.
    Quanto aos profissionais de serviços a que recorro sejam no privado ou público, sendo que ambos são suportados por mim embora os funcionários públicos tenham a mania de achar que não estamos a pagar e que não podemos por isso reclamar, exijo que tenham qualidade e sejam responsabilizados pelas suas falhas.
    No sector que mais se trata neste blog a pressão da avaliação contínua à quantidade e qualidade é exacerbada e a forma criminosa como as empresas de trabalho temporário a usam para se livrarem de activos também, não o desejo a ninguém mas todos os trabalhadores para além de direitos têm responsabilidades...que seria de nós se todos calassem?
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    Luis 20.05.2019

    Dizia o Brecht que o primeiro e mais difícil passo é reconhecer e assumir.

    Eu assumo que não sou assim pelo menos em tudo "tenho é difícil colocar a dignidade à frente da sobrevivência mas não abdico dela."

    Faço uma avaliação ponderada e por vezes engulo o que custa engolir. O prefiro morrer a ir contra os meus princípios é bonito, mas se morrer fico sem princípios de qualquer das formas.
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    ó menina 20.05.2019

    Nada contra. De facto, os que ficam quietos não se prejudicam. Não fazer nada é uma escolha, estratégia... a inação não é um acaso é uma estratégia desde que assumida nada contra só desilusão com os que conheço.
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    Luis 20.05.2019

    Só não sou calculista com as emoções. Nisso não há paredes, nem calls :)

    De resto não tenho vergonha de dizer que o altruismo tem limites. Uso o que chamo a aritmética do beneficio.
    Se algo tem 10 de beneficio para mim, 3 5 de prejuizo para outro, faço.
    Se tem 5 de beneficio para mim e 10 de prejuizo para outro, não faço.
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    ó menina 20.05.2019

    Não consigo esse calculismo...quando vou a ver as palavras já saíram antes que possa fazer conta aos números.
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