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Ó Menina

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

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Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

'Coação e assédio' na COFIDIS

ó menina, 23.05.20

Sim, 'Coação e assédio' nas empresas do ramo da COFIDIS não são novidade mas desta vez os visados são os trabalhadores e não os clientes.

O Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira (Sintaf) denunciou e acusou a COFIDIS de “coação e assédio” a uma trabalhadora.
“Na passada sexta-feira, 15 de maio, seis trabalhadores da Cofidis foram confrontados com o fim do seu trabalho na empresa”, o sindicato conta que a empresa especializada em concessão de crédito “convenceu” cinco dos trabalhadores a aceitar que “não havia lugar para trabalhar na empresa”, mas uma trabalhadora “não aceitou este ‘convite’ para se ir embora”, comunicando a sua decisão à Cofidis. “Desde ontem, 20 de maio, que esta trabalhadora, como represália, está confinada a uma sala, sozinha, sem trabalho, sem computador e sob coação e assédio”, pode ler-se no comunicado do Sintaf. “Por ordem da chefia, a sala deve ser mantida fechada” e “amanhã pelas 09:00, esta trabalhadora apresentar-se-á ao trabalho”, continua o sindicato.

Infelizmente atitudes frequentes em Portugal.
Já assisti a situações semelhantes. Trabalhadores levados para uma sala onde lhes são indicados erros ou defeitos de forma bastante empolada, apresentando-lhes cenários hipotéticos de despedimento por justa causa, a fim de que se sintam constrangidos e assinem um pedido de rescisão 'voluntário'. Quando alguém recusa ou tendo aceite, após abandonar o local, pára para pensar ou pára no escritório de um advogado e volta atrás dentro do prazo previsto na lei para o efeito, vê o acesso ao local de trabalho ser-lhe negado ou passa a ser completamente ostracizado pelos 'chefinhos'. Maioritariamente tudo isto acontece perante o silêncio dos colegas.

Temos, todos, que passar a estar mais atentos. Identificar, denunciar, partilhar, divulgar, mostrar desacordo e usar o nosso direito a resistir. 

Tempos como os que estamos a atravessar, de medo e incerteza, são ideais para a disseminação deste tipo de práticas. 

Amanhã podemos ser nós.

 

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