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Ó Menina

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

Ó Menina

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

Coronavírus - Recomendações às empresas

ó menina, 28.02.20

'A Direção-Geral da Saúde emitiu recomendações às empresas por causa do coronavírus, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores que contemplem zonas de isolamento e regras específicas de higiene, evitando reuniões em sala.
(...)
A empresa deverá incluir no seu plano de contingência procedimentos básicos para higienização das mãos (devem ser lavadas com água e sabão e/ou desinfectadas), regras de etiqueta respiratória (evitar tossir ou espirrar para as mãos), de colocação de máscara cirúrgica (incluindo a higienização das mãos antes de colocar e após remover a máscara) e de conduta social que incluam alterações na frequência e/ou a forma de contacto entre os trabalhadores e entre estes e os clientes, evitando o aperto de mão, as reuniões presenciais e os postos de trabalho partilhados.'

Via Público

Tendo em conta as recomendações, já era tempo de para além de evitar os postos de trabalho partilhados as empresas de Call Center terminarem, definitivamente, com a partilha de headsets. Sim, em muitos call centers ainda são um equipamento partilhado. Um comunicador termina o seu trabalho, retira as esponjas com 2 ou 3 anos que lhe protegem as orelhas do headset e dá lugar ao comunicador seguinte que, sem acesso a toalhetes ou outra forma de higienização, coloca as suas esponjas com 2 ou 3 anos no mesmo headset e deita mãos ao trabalho num teclado com mais de 6 ou 7 anos que nunca foi limpo e também é partilhado.

A DGS não devia guardar os comunicados às empresas para épocas de alarme social.

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