Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Ó Menina

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

Ó Menina

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

Horário Flexível, sabem do que se trata?

ó menina, 26.11.19

Hoje circula pelos jornais um estudo que indica que as crianças portuguesas passam mais 10 horas por semana na creche do que a média europeia. Algumas chegam a estar 12 horas diárias na creche.

Apercebi-me, recentemente, que a maioria das pessoas desconhece que os trabalhadores, pais de menores de 12 anos ou maiores dependentes, com deficiência ou doença crónica, ou noutra situação que o justifique, têm direito ao regime de horário flexível.

De acordo com o disposto na alínea b) do nº 1 do artigo 59º da Constituição da República Portuguesa estabelece-se como garantia de realização profissional das mães e pais trabalhadores que “todos os trabalhadores, (…) têm direito (…) à organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da actividade profissional com a vida familiar.”

Assim o horário flexível tem como princípio subjacente o da conciliação da vida profissional com a vida familiar.
No entanto também tem algumas regras, a meu ver demasiado gerais que ajudam as empresas a negar ou dificultar o acesso do trabalhador ao horário flexível. Apoiados na indicação de que o horário flexível não pode afectar o regular e eficaz funcionamento dos serviços, especialmente na relação com o público os patrões têm tendência a negar este direito não só aos pais mas também às crianças. No entanto, nada justifica que tal seja negado em empresas com turnos ou rotatividade de horários como os call centers. O trabalhador que reúna as condições indicadas tem o direito de escolher a sua hora de entrada e saída.

Se conhecerem algum trabalhador em call centers, em lojas, na hotelaria, nos hospitais... onde estiverem que não esteja a usufruir do horário flexível informem-no de que não tem que passar meses à espera de uma resposta generosa do chefinho ao email onde pedia para deixar os turnos da noite ou o trabalho ao fim-de-semana.
Em caso de ser negado este direito devem recorrer à ACT e solicitar que enviem uma carta à entidade empregadora, cobrava 5 euros por este tipo de serviço na última vez que a consultei mas mesmo que cobrem mais vale a pena para passar mais tempo com a família.

women_working_bigstock_11.12.17.gif

Disponham sempre!

 

 

 

10 comentários

Comentar post