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Ó Menina

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

Ó Menina

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

Na agenda: Festival Mental

ó menina, 09.11.19

Até 23 de Novembro, em Lisboa e Porto, decorre o Festival Mental. A saúde mental dos portugueses estará novamente em análise e a relação entre trabalho e saúde mental não fica de fora.

Para saber mais recomendo o artigo do Expresso que reproduz a M-talk do dia 08 de Novembro que teve o burnout como mote e da qual reproduzo um pedacinho.

《Conselheira e psicoterapeuta, Paula Serpa denuncia aquilo a que se refere como uma “cultura com medo da denúncia” que dificulta, ou impede mesmo, a responsabilização dos agressores no meio laboral. “A narrativa do bufo e do queixinhas ainda está muito enraizada”, refere, contando que “várias vezes”, durante as suas consultas, teve de “convencer a pessoa em situação de violência no trabalho a sindicalizar-se”. “Enquanto não sentirem que têm um suporte, as pessoas não conseguem sair destas situações.” Além disso, diz, “a vítima acha sempre que a culpa é dela, interioriza isso, acha que não é suficientemente boa ou talentosa e por isso é que está a ser vítima de determinado abuso”. “Impunidade” também é um termo que Paula Serpa vai utilizando ao longo da conversa para se referir aos casos de assédio. “Há muito esta ideia do quero, posso e mando, e nada me vai acontecer.”
(...)
chama até a atenção, em jeito de crítica, para o facto de a promoção da saúde mental nas empresas e organizações estar “direcionada para os trabalhadores e não para as lideranças”. “As pessoas ficam a acreditar que, se não são capazes de gerir o stress ou a ansiedade ou a pressão, o problema é delas, porque são demasiado perfecionistas ou porque são fracas. E sentem-se muito culpadas.” Aliás, de cada vez que é convidada para dar formação aos funcionários de determinada empresa sobre stress e ensinar estratégias de lidar com isso, Paula Serpa diz sentir-se culpada porque em vez de estar a ajudar só está a “a contribuir para o problema”. “É preciso colocar a tónica na forma como as empresas são geridas. Está tudo muito focado nos trabalhadores e pouco nos seus chefes.”》

Informem-se, participem. 

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