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Ó Menina

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

Ó Menina

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

Nada mais importa se uma borboleta nos beija

ó menina, 27.07.15

Ontem, no final de mais um dia complicado, vinha no autocarro com uma enxaqueca terrível, um enorme desanimo e uma grande tristeza não só pelo trabalho mas, por coisas minhas que também as tenho e entrou pela porta do autocarro, numa paragem mais demorada, uma borboleta. Coitadinha! Ao inicio parecia perdida, já era noite e uma borboleta tão delicada e colorida não devia andar por ali.

Rodopiou mas, bateu as asas resiliente, não se deixou dominar pela luz artificial nem temeu entrar no mundo dos 'homens'. Parecia trazer uma missão e fiquei pasma quando percebi que essa missão me incluía. 

A borboleta entrou no autocarro, percorreu o corredor até mim, beijou-me as mãos e saiu por onde tinha entrado.

 

Podem alegar que a borboleta apenas me tocou para perceber se as minhas alvas mãos, típicas de quem passa o dia no barracão e não apanha sol, lhe serviam de porto seguro  e que ao aperceber-se que não foi embora. Eu rejeitarei qualquer tipo de alegação nesse sentido.

 

Ontem uma borboleta beijou-me as mãos, fez-me sorrir e eu esqueci-me do resto!

 

Obrigada, pelo seu contacto!

 

 

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