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Ó Menina

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

Ó Menina

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

Patrões portugueses, como não amá-los?

ó menina, 13.02.20

Os patrões vieram, para a comunicação social, acusar os trabalhadores de se organizarem em esquemas fraudulentos para beneficiar de baixas médicas. Os principais visados são os operários de Leiria, acusados de aproveitar as baixas médicas para continuar a trabalhar 'aqui e ali'. 

Assumindo que não podem provar o que dizem os patrões denunciam, através do seu porta-voz António Saraiva, uma alegada falta de fiscalização facilmente desmentida pelo gabinete do secretário de Estado da Segurança Social que reporta um aumento de 45% dos exames de verificação, em 2019. O mesmo gabinete esclarece que a despesa com o subsídio por doença se encontra em linha com o crescimento de contribuições, que reflecte o aumento de trabalhadores (logo de potenciais beneficiários do subsídio por doença) e o efeito do aumento da massa salarial (a qual tem impactos no valor dos subsídios a atribuir).

via JN

Nenhum trabalhador de um sector que paga por baixo, pelo mínimo, merece ser acusado de fingir estar doente, como se o chorudo subsídio de doença merecesse o trabalho.

Recomendo aos patrões que dêem melhores condições de trabalho aos seus funcionários, verão que adoecem menos.

 

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A maioria das pessoa que conheço continua, também por causa deste tipo de discurso, a ir trabalhar doente, o que em época de gripes penaliza muito mais a empresa. Mea culpa

 

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