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Ó Menina

Notas de uma menina que, por acaso, trabalha num call center

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Vida Invisível

ó menina, 24.06.20

'Vida Invisível' foi o último filme que vi no cinema antes do confinamento por Covid-19. Um enorme esforço da cinematografia brasileira para se fazer sobressair na Sétima Arte, tem participação portuguesa e venceu o prémio 'Um Certo Olhar' em Cannes mas não alcançou muito sucesso junto do público.
Achei-o pouco mais que uma telenovela curta num ecrã gigante, apesar do tremendo esforço em responder a todos os clichês que um sucesso exige, muito denunciado. Mas, tem um excelente título, não posso negar.

Do confinamento, da reorganização horária trazida pelo teletrabalho, ficou-me o hábito recuperado à infância de terminar o dia com uma telenovela brasileira. 'Amor de Mãe' uma telenovela que me deixa a sensação de estar a assistir a um filme longo em ecrã pequeno. Uma excelente lição de construção da estrutura temporal narrativa para muitos autores e aspirantes a autores que acham necessário explicar até o que acontece enquanto se dorme.

Uma das protagonistas da novela é interpretada por Regina Casé que é também a actriz principal do filme 'Que horas ela volta?', um filme brasileiro de 2015 vencedor do prémio do público no Festival de Berlim. Menos dado ao clichê, muito bom e que recomendo principalmente nesta altura em que percebemos que o vírus até pode ser democrático mas a sua disseminação não é e encontra na classe trabalhadora território privilegiado.

No momento em que a vida habitualmente invisível da classe trabalhadora pobre passou para a ribalta e as questões relacionadas com discriminação também sugiro-o como mote para uma reflexão, cada vez mais necessária, sobre que sociedade queremos/escolhemos viver e como participamos nela.

Façam-se visíveis!

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